Começam nesta segunda-feira (05) as oitivas dos investigados da Operação Tântalo II, que apura o desvio de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos do município de Turilândia, no Maranhão. Os depoimentos seguem também nos dias 06, 07 e 08 de janeiro.
A operação, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão, resultou, na semana do Natal, na prisão do prefeito, da vice-prefeita, da primeira-dama e dos 11 vereadores do município, ampliando a crise institucional na cidade.
Inicialmente, as oitivas estavam marcadas para começar em 29 de dezembro, mas foram remarcadas após pedidos das defesas, que alegaram falta de acesso aos inquéritos e ao processo durante o recesso judicial.
Além das prisões, o MPMA protocolou um pedido de intervenção no município de Turilândia. No entanto, a análise da solicitação deve ocorrer após o fim do recesso do Judiciário, com a retomada das atividades do Tribunal de Justiça do Maranhão, prevista para o dia 07 de janeiro.
A iniciativa do Ministério Público foi autorizada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro Ferreira, após avaliação técnica que apontou a gravidade do cenário institucional enfrentado pelo município.
O pedido chegou a ser analisado de forma preliminar por um desembargador plantonista, que entendeu que o caso não se enquadrava como matéria urgente durante o plantão judicial. Com isso, o processo foi redistribuído para uma das câmaras do TJMA, onde seguirá o trâmite regular.
Mesmo com o adiamento da análise da intervenção, o MPMA deve avançar em frentes paralelas, como a aceleração de ações na esfera cível, com o objetivo de buscar a perda dos cargos dos gestores afastados.
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